Dona afirma que não houve agressão e que jovem estava 'exaltada'.
Caso foi narrado no Facebook e registrado como lesão corporal.
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| Comanda de consumo paga por Andréa Carolina (Foto: Arquivo Pessoal) |
A produtora Andréa Carolina Oliveira, 27, afirmou ter sido agredida por
uma segurança de uma casa de shows na Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo,
no sábado (12). A dona da Jongo Reverendo, onde o caso ocorreu, nega
agressão e diz que Andrea estava “extremamente exaltada”, foi retirada
da casa, e acrescenta que não houve agressão (leia mais abaixo).
Segundo relato postado no Facebook, Andréa levou um mata-leão e foi arrastada pela escada por uma segurança da casa de shows na Rua Inácio Pereira da Rocha. Andréa registrou boletim de ocorrência por lesão corporal e fez exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).
Hematoma no joelho de Andréa Carolina
(Foto: Arquivo Pessoal)
“Na minha comanda tinha uma cerveja a mais que eu não consumi, ao
reclamar o funcionário foi falar com o gerente, e ele insistiu que eu
tinha consumido, foi rude e estúpido tentando me intimidar!", afirmou.
"Como não era uma questão de grana e sim de honra, eu falei pra ele ver
com a galera do bar, ele falou que eu tinha consumido e não faria nada!
Falei que não pagaria e ele me intimidava dizendo que se eu não pagasse
eu não sairia dali, então disse que chamaria a polícia, porque não
pagaria o que não consumi”, disse no Facebook.
A produtora disse que, após pagar a conta sem a cerveja adicional, o gerente da casa chamou "três ou cinco seguranças" para levá-la para a saída. A jovem, porém, disse que queria ir ao banheiro antes, mas foi impedida por uma segurança. “Me arrastaram pela escada, me esganando, parecia que meu olho ia sair do rosto. Não desejo isso a ninguém", disse ao G1. “Estou até agora em choque, com dores na garganta ao engolir, dor nos pés", acrescentou. "Ela pisava em mim enquanto me empurrava escada abaixo e inconformada que passei por isso numa balada."
Jovem relatou agressão em casa noturna em rede social (Foto: Reprodução/Facebook)
Dona nega agressão
Ao G1, a proprietária disse que estava na casa, mas não presenciou a suposta agressão. "As imagens das câmeras de segurança estão diferentes do que ela colocou no Facebook. Não houve agressão”, disse.
Para Adriana, ocorre um “linchamento nas redes sociais”, “um tribunal de justiça”
“Ela estava extremamente exaltada, as imagens mostram ela brigando com os caixas e empurrando o coordenador”, disse.
Segundo Adriana, a equipe de seguranças é terceirizada e naquela noite era composta por três pessoas, dentre elas uma mulher. Ainda de acordo com a proprietária, Andréa foi retirada sem qualquer agressão “temos imagens que mostram que ela deixou a casa normalmente”. O G1 pediu as imagens e Adriana disse que estão com os advogados.
Ainda de acordo com a proprietária, ela telefonou para André na segunda-feira (15), mas nem a jovem e nem a mãe demonostraram interesse em conversar.
“Trabalho com muito amor e dedicação nessa casa. Sou mulher, negra, trabalho na noite, levo aquela casa sozinha. É uma casa que celebra a cultura africana, um povo sofrido. Nunca tivemos um caso de agressão”, disse Adriana.
A proprietária afirmou que a casa noturna ficará fechada neste fim de semana para apuração dos fatos. Ela foi intimada pelo 14º Distrito Policial, em Pinheiros, onde o caso foi registrado.
Leia posicionamento da dona da casa noturna:
“Em nome do Jongo Reverendo, eu, Adriana Carvalhaes, sócia-proprietária da casa, lamento os fatos narrados pela DJ Andréa Carolina, que se apresentou a convite da produção da Festa 1972. Já estou apurando com nossos colaboradores os acontecimentos na madrugada de domingo (13).
Sou mulher, negra e há dois anos inaugurei o Jongo Reverendo com o princípio de abrir suas portas para todos os públicos e sempre tratá-los com respeito.
Luto pelo fim da violência contra a mulher e qualquer tipo de discriminação, seja ela de gênero, social, racial e religiosa.
Informo que é de nosso interesse que esse episódio seja apurado com rigor. Por isso, coloco-me à disposição para qualquer esclarecimento e vamos disponibilizar quaisquer materiais que sejam necessários para a averiguação do ocorrido.
Reforço aqui o convite para Andréa Carolina para uma conversa pessoalmente para que possamos esclarecer os fatos.
Adriana Carvalhaes
Sócia-proprietária do Jongo Reverendo.”
Segundo relato postado no Facebook, Andréa levou um mata-leão e foi arrastada pela escada por uma segurança da casa de shows na Rua Inácio Pereira da Rocha. Andréa registrou boletim de ocorrência por lesão corporal e fez exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).
(Foto: Arquivo Pessoal)
A produtora disse que, após pagar a conta sem a cerveja adicional, o gerente da casa chamou "três ou cinco seguranças" para levá-la para a saída. A jovem, porém, disse que queria ir ao banheiro antes, mas foi impedida por uma segurança. “Me arrastaram pela escada, me esganando, parecia que meu olho ia sair do rosto. Não desejo isso a ninguém", disse ao G1. “Estou até agora em choque, com dores na garganta ao engolir, dor nos pés", acrescentou. "Ela pisava em mim enquanto me empurrava escada abaixo e inconformada que passei por isso numa balada."
Ao G1, a proprietária disse que estava na casa, mas não presenciou a suposta agressão. "As imagens das câmeras de segurança estão diferentes do que ela colocou no Facebook. Não houve agressão”, disse.
Para Adriana, ocorre um “linchamento nas redes sociais”, “um tribunal de justiça”
“Ela estava extremamente exaltada, as imagens mostram ela brigando com os caixas e empurrando o coordenador”, disse.
Segundo Adriana, a equipe de seguranças é terceirizada e naquela noite era composta por três pessoas, dentre elas uma mulher. Ainda de acordo com a proprietária, Andréa foi retirada sem qualquer agressão “temos imagens que mostram que ela deixou a casa normalmente”. O G1 pediu as imagens e Adriana disse que estão com os advogados.
Ainda de acordo com a proprietária, ela telefonou para André na segunda-feira (15), mas nem a jovem e nem a mãe demonostraram interesse em conversar.
“Trabalho com muito amor e dedicação nessa casa. Sou mulher, negra, trabalho na noite, levo aquela casa sozinha. É uma casa que celebra a cultura africana, um povo sofrido. Nunca tivemos um caso de agressão”, disse Adriana.
A proprietária afirmou que a casa noturna ficará fechada neste fim de semana para apuração dos fatos. Ela foi intimada pelo 14º Distrito Policial, em Pinheiros, onde o caso foi registrado.
Leia posicionamento da dona da casa noturna:
“Em nome do Jongo Reverendo, eu, Adriana Carvalhaes, sócia-proprietária da casa, lamento os fatos narrados pela DJ Andréa Carolina, que se apresentou a convite da produção da Festa 1972. Já estou apurando com nossos colaboradores os acontecimentos na madrugada de domingo (13).
Sou mulher, negra e há dois anos inaugurei o Jongo Reverendo com o princípio de abrir suas portas para todos os públicos e sempre tratá-los com respeito.
Luto pelo fim da violência contra a mulher e qualquer tipo de discriminação, seja ela de gênero, social, racial e religiosa.
Informo que é de nosso interesse que esse episódio seja apurado com rigor. Por isso, coloco-me à disposição para qualquer esclarecimento e vamos disponibilizar quaisquer materiais que sejam necessários para a averiguação do ocorrido.
Reforço aqui o convite para Andréa Carolina para uma conversa pessoalmente para que possamos esclarecer os fatos.
Adriana Carvalhaes
Sócia-proprietária do Jongo Reverendo.”





