A rede varejista Amazon, a maior empresa de comércio eletrônico do
mundo, começou a vender nesta quarta-feira (18) produtos eletrônicos no
Brasil, expandindo sua atuação para além da venda de livros.
O marketplace da empresa – loja virtual que permite vender produtos de
terceiros em sua plataforma – começou a ofertar aparelhos de TV,
celulares, câmeras e demais acessórios do ramo.
O presidente da Amazon Brasil, Alex Szapiro, escreveu em sua página do
Linkedin que um "time fantástico" trabalhou duro para lançar a loja de
eletrônicos no país.
A Amazon começou a vender livros no Brasil em agosto de 2014, pouco
mais de seis meses após ter entrado para valer no comércio pela internet
de bens físicos no Brasil, quando a empresa passou a vender o leitor
eletrônico Kindle no país.
Investimento no Brasil
Em nota a clientes, analistas do BTG Pactual escreveram que o
investimento da Amazon no país deve ser gradual, embora "não seja uma
tarefa fácil estimar os próximos passos" da empresa no Brasil.
Segundo os analistas, investimentos recentes em outros países, como a
aquisição da Whole Foods nos EUA, parcerias no México para um novo
centro de distribuição e aquisição de uma fatia minoritária de uma
varejista na Índia, indicam que a empresa deve investir de forma
gradual, "apesar do aumento dos tipos de produtos no Brasil".
Para os analistas Fabio Monteiro e Luiz Guanais, do BTG, embora as
ações de varejistas brasileiros devem continuar pressionadas no curto
prazo pela expansão da Amazon, o marketplace da Amazon no Brasil não
deve necessariamente significar que as empresas locais não possam ser
bem-sucedidas no segmento já competitivo de comércio eletrônico.
A equipe do banco destaca que, considerando o foco da empresa nos
níveis de serviço e um potencial aumento em seu tráfego nos próximos
meses, a Amazon é umas das empresas que devem se beneficiar do
crescimento secular esperado para a internet no Brasil.
"No entanto, o ritmo gradual de expansão deve ser similar ao que
aconteceu em mercados como França, Itália e Japão, no qual a Amazon
enfrentou concorrentes bem estabelecidos, mas conseguiu se tornar um dos
top 3, com participação de mercado entre 10 e 15 por cento", escreveram
os analistas do BTG.
Por G1





