![]() |
| Governadora Suely Campos disse que convocação foi motivada pelo déficit no número de servidores e imigração (Foto: Nilzete Franco) |
Em solenidade
realizada na manhã de ontem, 17, no Palácio da Cultura Nenê Macaggi, o
Governo do Estado empossou 488 candidatos aprovados no concurso da
Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), promovido em 2013. De acordo com o
Governo do Estado, os novos profissionais de saúde vão atuar tanto na
Capital quanto nos municípios, entre eles, Iracema, São Luiz do Anauá,
Uiramutã, Mucajaí, Caroebe, Normandia, Pacaraima e Amajari.
Foram empossados médicos, enfermeiros,
bioquímicos, nutricionistas, psicólogos, dentistas, fonoaudiólogos,
fisioterapeutas, educadores físicos, técnicos em diversas áreas e
auxiliares de serviço em saúde. Conforme o secretário estadual de Saúde,
Paulo Linhares, os servidores devem começar a trabalhar na área no
prazo de 15 dias, após passar por um treinamento para eles reverem os
conhecimentos e se familiarizar com o serviço público.
Linhares disse que, no momento, a Sesau
está no processo de divisão de servidores conforme a necessidade de cada
unidade. Ressaltou que, com a entrega do Hospital das Clínicas,
prevista para o fim do ano e o anexo do Hospital Geral de Roraima (HGR),
previsto para o ano que vem, os servidores serão realocados para suprir
as novas vagas.
Cristina Kelly da Silva foi aprovada no
concurso da Saúde de 2013 para atuar como técnica em enfermagem. Para
ela, a cerimônia de posse representa uma luta extensa pela convocação.
“É uma conquista muito grande, lutamos muito. Fomos os homologados que
não desistimos, lutamos, tivemos fé e hoje conseguimos esse resultado.
Estamos aqui gratos e me sinto muito feliz”, disse.
DÉFICIT – Durante a
posse, a governadora Suely Campos (PP) elencou alguns pontos que levou à
posse dos 388 servidores da saúde, sendo o principal deles o déficit de
profissionais que atuam nas unidades. Esclareceu que, com os novos
empossados e os demais que já haviam sido convocados, o governo
conseguiu incrementar cerca de 30% no setor pessoal.
“Nós entendemos que o déficit com
relação ao serviço da saúde era muito grande e nós não poderíamos deixar
a população ser penalizada pela falta de profissionais, como não
poderíamos deixar os nossos servidores atuais carregados com serviço”,
afirmou. Ela ressaltou que, enquanto muitos governos se queixam da
situação com relação às dificuldades financeiras, o Estado tem a
previsão de inauguração de novas unidades de saúde, como o Hospital das
Clínicas e o anexo do Hospital Geral de Roraima.
“Outros estados têm enfrentado
dificuldades, inclusive com o fechamento de unidades de saúde. Na zona
oeste, o Município de Boa Vista fechou postos de saúde, então, o governo
teve que fazer a atenção básica, a média e a alta complexidade.
Enquanto isso, aqui, em Roraima, nós temos inaugurado obras e empossado
concursados”, frisou. “Apesar das dificuldades financeiras que o país e o
Estado atravessam, nós conseguimos efetivar esse trabalho. A partir de
agora, a população terá um atendimento de maior qualidade, mais
humanizado”.
Outro ponto que influenciou a convocação
é o fluxo migratório. Segundo a governadora, a quantidade de
estrangeiros em Roraima é desafiador em vários aspectos, em especial,
para a saúde. “Nós sofremos um aumento de mais de 1.000% no nosso
atendimento. Na nossa maternidade, por exemplo, antes nasciam em média
30 crianças por dia, e hoje a média é de 80 bebês. É preocupante. A
situação atual requer um cuidado maior ainda, um número maior de
investimentos”, frisou ao complementar que hoje estará em Brasília
fazendo um panorama do que está acontecendo no Estado. “O Governo
Federal tem que ajudar, mandar medicamento. São desafios a todo momento e
precisamos de ajuda”. (P.C.)
Por Paola Carvalho





