Investigação foi feita por um ex-agente do MI6, segundo o jornal 'The Washington Post', e se tornou o centro das investigações do Congresso americano sobre a interferência russa nas eleições.
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| Donald Trump e Hillary Clinton durante um debate na época da campanha presidencial americana de 2016 (Foto: Mike Segar/Reuters) |
A campanha presidencial de Hillary Clinton e o Comitê Nacional
Democrata (DNC) ajudaram a pagar as investigações sobre os supostos
vínculos do republicano Donald Trump com a Rússia, segundo o jornal
americano "The Washington Post".
O advogado Marc Elias, que trabalhou para a campanha de Clinton e o
DNC, contratou em abril de 2016 a empresa Fusion GPS, de Washington,
para examinar os laços de Trump com a Rússia, segundo o jornal.
Os serviços teriam sido pagos até a véspera da eleição presidencial
americana, em que Trump venceu Hillary, em novembro de 2016.
Antes do contrato com os democratas, a investigação da Fusion GPS sobre
Trump foi financiada por um de seus rivais nas primárias republicanas. A
identidade do pré-candidato não foi revelada pelo jornal.
O escritório de advogados Perkins Coie, para quem Marc Elias trabalha,
recebeu US$ 5,6 milhões da campanha e US$ 3,6 milhões do Partido
Democrata, segundo o "The Washington Post".
A Fusion GPS pediu à Justiça americana que bloqueie uma solicitação do
Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes (o equivalente à
Câmara dos Deputados no Brasil) para obter acesso aos registros
bancários da empresa, alegando ser uma violação a seus direitos
constitucionais.
O dossiê
A investigação da empresa foi feita por Christopher Steele, ex-agente
do MI6 (o serviço secreto britânico) e sócio da empresa de inteligência
Orbis Business Intelligence, e se tornou o centro das investigações do
Congresso americano sobre a interferência russa nas eleições
presidenciais americanas de 2016.
O dossiê elaborado por Steele vazou em janeiro, pouco antes da posse de
Trump como novo presidente dos Estados Unidos. Seu conteúdo revela um
suposto complô russo para obter informações comprometedoras de Trump,
mas tem imprecisões que foram posteriormente verificadas pela impresa
americana e histórias de fontes anônimas que não puderam ser
corroboradas.
Trump ataca
Trump chama o caso de "notícia falsa" ("fake news"). No sábado, o
presidente americano tuitou que o Departamento de Justiça do país e o
FBI (a Polícia Federal americana) "deveriam divulgar imediatamente quem
pagou por isto".
Dois dias antes, insinuou no Twitter que os democratas poderiam ter
financiado a investigação. "Os funcionários da empresa envolvidos com o
desacreditado e falso dossiê se recusam a responder. Quem pagou por
isto, a Rússia, o FBI ou os Democratas (ou todos)?", escreveu o
presidente.
Por G1





