O jovem de 23 anos que atropelou quatro pessoas em Joaçaba, no Oeste catarinense, em agosto de 2016 após uma festa de formatura, foi condenado a 24 anos, 10 meses e 24 dias de prisão em regime fechado. A defesa diz que vai recorrer.
O julgamento de Luan Paiva ocorreu na quarta-feira (19) no Fórum de
Joaçaba e durou mais de oito horas. A condenação foi por homicídio
qualificado consumado, pela morte do adolescente Andrei Ramos, de 16
anos, e um homicídio qualificado tentado. As qualificadoras do homicídio
foram impossibilidade de defesa da vítima e motivo fútil
Ele foi a julgamento por três tentativas de homicídio contra os jovens
que estavam com Andrei na madrugada de 28 de agosto de 2016, quando
ocorreu o atropelamento. Mas o júri absolveu duas das tentativas.
Segundo a defesa, há também um recurso em andamento junto ao Tribunal
de Justiça de Santa Caarina (TJSC) pedindo a anulação do júri, que teria
sido marcado "sem que todos os recursos perante o Tribunal fossem
apreciados", informou o advogado Leonardo Buchmann.
Atropelamento
Luan participava de uma festa de formatura quando teve um
desentendimento com um grupo de jovens. Na época, testemunhas disseram à
Polícia Civil que um suposto arremesso de um copo de cerveja teria motivado o atropelamento.
Na saída, ele teria jogado o carro contra os quatro rapazes que estavam
no acostamento da rodovia BR-282 no km 391. Andrei Ramos não resistiu
aos ferimentos e morreu. Os outros três ficaram feridos. O veículo
envolvido era um Jetta com placas de São José do Rio Preto, São Paulo.
As vítimas e Luan não se conheciam antes da suposta discussão em frente
à festa. De acordo com a polícia, um passageiro que estava dentro do
carro já conhecia as vítimas.
Em depoimento na época, antes de ser encaminhado ao presídio, conforme a
delegacia, Luan afirmou que tinha bebido e não pensou nas consequências
do ato.






