Desde o final de 2015,
as vacinas hexavalente e pentavalente acelulares -- que não fazem parte
do Programa Nacional de Imunizações do Sistema Único de Saúde (SUS) --
estão escassas na rede privada. O laboratório francês Sanofi Pasteur
anunciou nesta quarta-feira (18) que passará a vender até o final deste
mês a hexa, também chamada de sêxtupla acelular.
A hexacelular protege contra difteria, tétano, coqueluche, meningite
provocada pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b, hepatite B e
poliomielite. A pentavalente protege contra as mesmas doenças, exceto
poliomielite.
"Tudo o que a gente deseja é ter mais de um fabricante para cada
vacina, porque hoje a questão do desabastecimento é um problema grave. A
vacina hexa, que tinha um fabricante só no Brasil, está em falta há
muito tempo", disse Isabella Ballalai, presidente da Sociedade
Brasileira de Imunizações.
De acordo com a Sanofi, a vacina já está disponível em outros 86 países
e será fabricada na França para ser importada ao Brasil. A empresa já
vende a pentavalente acelular no mercado brasileiro. A outra versão da
hexa vendida no país é da empresa GSK, de acordo com Ballalai.
O esquema vacinal da hexavalente é de três doses, com uma dose de reforço em crianças de seis semanas a dois anos de idade.
Nos postos e hospitais públicos, é encontrada apenas a vacina
pentavalente, dada em associação com a vacina contra poliomielite. "São
duas vacinas, em vez de uma, mas o risco de ficar desprotegido contra as
doenças é muito pior" do que o inconveniente de tomar uma vacina a
mais, disse Isabella.
Qual a diferença entre vacina do SUS e vacina privada?
A diferença entre a vacina da clínica particular e a vacina dos postos
de vacinação públicos é que a da clínica privada é acelular e a do posto
é de células inteiras. Na prática, as duas são muito eficazes, mas a
acelular tem a vantagem de provocar menos reações adversas. "Para quem
pode se dar ao luxo de pagar a vacina acelular, ela é menos
reatogênica”, diz Isabella.
"Mas, na falta dela, não só é seguro, como muito importante que as mães
não deixem de procurar a rede pública para fazer a vacinação de seus
filhos", completa a médica. Informações sobre as vacinas recomendadas
para cada faixa etária podem ser acessadas no site da SBIm.
Por Carolina Dantas, G1





