Pontos de prostituição com mulheres venezuelanas têm atraído o tráfico de drogas e assaltos a qualquer hora do dia e da noite
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| Garotas de programa trabalham 24 horas e fazem ponto nas esquinas das residências (Foto: Hione Nunes) |
Embora a
prostituição não seja considerada crime, a atividade causa problemas
sociais e acaba atraindo crimes como a venda de drogas, assaltos e até o
aliciamento. As famílias que moram próximas aos pontos de prostituição,
no bairro Caimbé, nas proximidades da Feira do Passarão, zona oeste da
capital, reclamam que esses tipos de crime estão aumentando.
Donas de casa e até jovens se queixam
dos assédios que elas sofrem quando caminham pelas ruas do bairro. A
universitária Ayla Freitas disse à Folha que passa por constrangimentos
quando sai de casa caminhando. “Já fui abordada por um homem em uma
moto. Eram 8 horas e eu ia para a padaria quando ele passou e se dirigiu
me perguntando quanto era o meu programa. Fiquei supertranstornada. Foi
triste e tive muito medo. Agora tenho muito receio de sair de casa”,
disse.
O tráfico de droga e os assaltos
aumentaram naquela área, segundo os moradores. A qualquer hora do dia ou
da noite, os traficantes agem livremente pelas imediações dos pontos de
prostituição e dos bares que funcionam também como prostíbulos. A
profissional do sexo C. G., de naturalidade venezuelana, confirmou para a
Folha que o tráfico naquele local é intenso. “Muitos cheiram pó ou
fumam maconha dentro do quarto durante o ato sexual, por isso os
traficantes ficam sempre por perto”, disse a garota de programa.
Moradores reclamam também que são
obrigados a se trancar em suas casas, porque os traficantes e
assaltantes rondam pelas ruas, em meio às garotas de programa, onde eles
se sentem inseguros. Segundo a técnica de enfermagem Cleodomara Costa,
antes o perigo era na madruga, mas nos últimos tempos tem se
intensificado 24 horas por dia. “Os assaltantes atacam quem passa pelas
ruas do bairro”, disse.
Segundo a dona de casa Doralice
Guimarães, é humilhante para uma mãe presenciar cenas de vulgaridade ao
sair de casa com os filhos, sem falar dos riscos que todos correm ao
passar pelas ruas. “Não podemos mais sair de casa com nossos filhos. As
crianças passam por situações constrangedoras”, afirmou. (E.S)
Por Folha Web





