Reportagem de jornal mexicano diz que a Braskem, controlada pela Odebrecht e pela Petrobras, transferiu US$ 1,5 milhão a uma empresa vinculada a um coordenador da campanha de Peña Nieto.
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| O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, em foto tirada em 12 de outubro de 2017, durante visita do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, ao país (Foto: Reuters/Ginnette Riquelme) |
A Presidência do México reconheceu que o atual presidente do país,
Enrique Peña Nieto, se reuniu com diretores da Odebrecht entre 2010 e
2013, mas negou que ele recebeu recursos da construtora brasileira para
sua campanha em 2012.
O reconhecimento das reuniões foi uma resposta da Presidência do México
a uma reportagem do jornal mexicano "Reforma", que diz que a Braskem,
empresa controlada pela Odebrecht e pela Petrobras, doou dinheiro e
acompanhou "em tempo real" a campanha presidencial de Peña Nieto em
2012, citando como fonte Carlos Fadigas, ex-diretor da companhia.
A reportagem cita uma investigação da organização Mexicana Contra a
Corrupção e a Impunidade (MCCI), que aponta que a Braskem interveio
durante a campanha presidencial "com três transferências de US$ 1,5
milhão para a empresa Latin America Asia Capital Holding", supostamente
vinculada a Emilio Lozoya.
Ex-diretor da Petróleos Mexicanos (Pemex), estatal mexicana do
petróleo, Lozoya foi o coordenador de vinculação internacional da
campanha de Peña Nieto em 2012.
"Entre os anos de 2010 e 2013, período referido na reportagem, o
advogado Enrique Peña Nieto se reuniu com muitos empresários nacionais e
estrangeiros com investimentos no México, entre eles os diretores da
Odebrecht e suas filiais, que naqueles anos era a sétima empresa maior
na América Latina e iniciou operações no México em 1992", diz a nota.
A nota é assinada pelo porta-voz da presidência, Eduardo Sánchez, que
afirma que "autoridades eleitorais auditaram as fontes de financiamento e
despesas exercidas pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI)
naquela campanha e verificaram a legalidade das referidas eleições".
Sánchez acrescenta que "nenhum funcionário da Odebrecht ou suas filiais
teve participação na campanha à Presidência do advogado Enrique Peña
Nieto, então as afirmações divulgadas pela testemunha Carlos Fadigas são
falsas".
Por Agencia EFE





