A Justiça Federal aceitou a denúncia contra o ex-prefeito de São
Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) e outras 15 pessoas envolvidas na
construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador em São Bernardo do
Campo, no ABC Paulista.
Na decisão, o juiz substituto Marcio Martins de Oliveira diz que "os
fatos criminosos foram expostos com clareza pelo Parquet".
A denúncia foi protocolada por duas Procuradoras da República, Fabiana
Bortz e Raquel Silvestre, e denunciou Marinho e os demais por fraudes em
licitações, desvio de recursos públicos e superfaturamento. Na
denúncia, o Ministério Público Federal divide os grupos em núcleo dos
agentes públicos e dos construtores.
Além das penas previstas para diversos crimes apontados o MPF pede R$ 20 milhões de ressarcimento por danos.
Em julho, a Justiça interrompeu a construção do museu de Bernardo do
Campo, no ABC Paulista, após denúncia do Ministério Público do Estado de
São Paulo de irregularidades na obra. A construção começou em 2012 e
tinha entrega prevista para 2013.
Em janeiro de 2016, a reportagem do SP2 já havia relatado que o prédio
estava aberto, sem qualquer isolamento, com água parada, lixo e sinais
de que o local se transformou em ponto de consumo de drogas.
Em fevereiro de 2017, a Prefeitura de São Bernardo do Campo conseguiu
na Justiça o direito de fazer a zeladoria e a vigilância da obra, mas
ainda há grande quantidade de material de construção espalhado pelo
espaço.
A proposta da atual administração é desistir do museu e investir em uma
Fábrica de Cultura. Independentemente da decisão da Prefeitura, os
moradores esperam que o espaço seja inaugurado, de modo a revitalizar a
região central da cidade.
“Poderia ser feito qualquer coisa. Olha o ponto, o local. A entrada da
cidade. Shopping aqui do lado. E por enquanto, nada”, desabafou o
comerciante Isiel Assunção. “É vergonhoso. Todo mundo esconde isso”,
continuou.
Em outra ocasião, o ex-prefeito Luiz Marinho negou irregularidades neste processo.
Por Wallace Lara, TV Globo





