O ex-dono da Gol Nenê Constantino, de 86 anos, foi condenado na
madrugada desta quarta-feira (15) pelo Tribunal do Júri de Taguatinga,
no Distrito Federal, pelo assassinato de um motorista de ônibus.
À época do crime, o funcionário trabalhava na antiga Viação Planeta,
que também pertencia ao empresário. Esta é a segunda condenação penal
dele na Justiça do DF – a primeira foi pelo assassinato de um líder comunitário. O G1 tenta contato com a defesa de Constantino.
A pena do empresário foi definida em 13 anos de prisão, mas ele deve responder em liberdade por conta da idade avançada.
O ex-vereador de Amaralina (GO), Vanderlei Batista, também foi
condenado à mesma pena. Outro réu, João Alcides Miranda terá de cumprir
15 anos de prisão. Estes dois também foram condenados em outro processo
penal neste ano (entenda abaixo).
Segundo a denúncia do Ministério Público, Tarcísio Gomes Ferreira foi
vítima de uma emboscada em fevereiro de 2001 em uma lanchonete dentro do
terreno onde funcionava a garagem da Pioneira, em Taguatinga. O
processo corre em segredo de Justiça.
Condenação anterior
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| Sessão de julgamento do ex-dono da Gol e empresário Nenê Constantino, no DF (Foto: Tribunal de Justiça do DF/Divulgação) |
Este é o segundo processo em que Constantino, Vanderlei Batista e
Miranda são citados como réus. Em maio, eles foram condenados por
homicídio qualificado contra um líder comunitário.
Por causa do primeiro crime, Constantino foi sentenciado a 16 anos e
seis meses de prisão (13 anos e 6 meses pelo homicídio e 3 anos pela
corrupção de testemunha), a serem cumpridos em regime inicialmente
fechado, além de multa de R$ 84 mil.
Também foram considerados culpados o ex-vereador de Amaralina (GO)
Vanderlei Batista, que pegou 13 anos de prisão; o dono da arma usada no
crime, João Alcides Miranda, com 17 anos e seis meses de prisão; e o
ex-empregado de Nenê, João Marques, com 15 anos de prisão. Todos podem
recorrer em liberdade.
Na época do primeiro júri, o promotor do Ministério Público responsável
pelo caso, Bernardo Urbano Resende, adiantou que Nenê Constantino não
devia ser levado à prisão em razão da idade avançada. Porém, ele
considerou o resultado "plenamente justo".
"Constantino não vai ficar preso nem um dia, porque já tem 86 anos,
está no final de vida. E não porque eu estou falando, mas porque é a
lei," disse.
Por G1 DF






