A Secretaria de Cidadania e Justiça informou que 13 dos 22 presos que fugiram da Casa de Prisão Provisória de Palmas na noite deste domingo (5) foram
recapturados. 10 homens foram contidos pela Polícia Militar momentos
após a explosão, os outros 12 saíram pela mata. Outros dois homens foram
encotnrados no centro da cidade, próximo a Feira do Bosque, na quadra
502 Sul.
As primeiras informações são de que um grupo de criminosos usou
dinamite para explodir uma das muralhas da CPP. Uma operação unindo
forças da Polícia Militar, Polícia Civil e da Guarda Metropolitana está
em andamento. O helicóptero da Secretaria de Segurança Pública também
foi acionado. Barreiras foram montadas nas cinco rodovias de acesso à
capital.
O caso aconteceu poucas horas após uma outra fuga em Miranorte, na
região central do estado, em que três homens arrancaram um vaso
sanitário e cavaram um buraco até o pátio da Cadeia Pública da cidade,
depois eles pularam o muro. Os fugitivos são Bruno da Silva Luz, Antônio
Joaquim Neto e Raidson Lima da Cruz. As buscas na região estão sendo
realizadas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil.
Superlotação e problemas administrativos
A Casa de Prisão Provisória de Palmas é um dos maiores presídios do
Tocantins. Ela tem capacidade para 280 presos e atualmente tem mais de
700 detentos. Em junho, o presídio sofreu uma intervenção parcial em função da superlotação.
Recentemente, o comando da Secretaria de Cidadania e Justiça foi
trocado no Tocantins. Ao G1, a antiga responsável pela pasta, Gleidy
Braga, afirmou que estava saindo porque discordava do governo a respeito
do cumprimento de algumas medidas judiciais relacionadas com a
administração da própria CPP e a contratação de funcionários temporários
em algumas unidades.
O governo do estado anunciou que a pasta ficaria sob o comando do
coronel Glauber de Oliveira Santos, que chefiava a Polícia Militar.
Por João Guilherme Lobasz, G1 Tocantins






