O autônomo Ricardo Krause Esteves Najjar deverá ser julgado na tarde desta terça-feira (30) pela morte da filha, Sophia Kissajikian Cancio Najjar, de 4 anos, em dezembro de 2015 em São Paulo. Ele nega o crime.
A menina morava com a mãe, mas passava alguns períodos com o pai. Foi
no apartamento de Krasue, na Zona Sul de São Paulo, que ela morreu,
asfixiada com uma sacola plástica na cabeça.
O júri popular está previsto para começar às 13h desta terça, no
Plenário 7 do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital.
O G1 não localizou a defesa do acusado para comentar o julgamento.
Pai se diz inocente
O acusado contou à polícia que tomava banho e, quando saiu, encontrou a
filha com uma sacola na cabeça sem respirar. Os peritos, porém,
contestaram essa versão. Pela análise, a criança foi agredida com um
tapa no ouvido e depois asfixiada.
Krause foi preso durante o velório da menina. Um ano depois, em dezembro de 2016, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltá-lo.
Em sua decisão, ele considerou haver “excesso de prazo” na prisão
temporária – decretada antes da condenação para preservar as
investigações ou evitar novos crimes.
“Inexiste, no arcabouço normativo, a constrição automática tendo em
conta o crime possivelmente cometido, levando à inversão da ordem
processual, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a
apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução de
pena”, escreveu o ministro.
No habeas corpus, a defesa alegou que a ordem de prisão era “vaga e
genérica” e que não havia risco de novos crimes ou de prejuízo às
investigações.
No despacho de soltura, Marco Aurélio determinou que Najjar permaneça
em sua residência, atenda a convocações do juiz, e adote “postura que se
aguarda do cidadão integrado à sociedade”.
Por G1 SP


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