A vítima estava sozinha em casa quando os indivíduos arrombaram a porta e atiraram contra ela
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| Três suspeitos foram presos na manhã de ontem (Foto: Divulgação) |
Uma garimpeira de 46
anos, moradora do Município do Alto Alegre, na região Centro-Oeste do
Estado, foi assassinada por quatro indivíduos no fim da noite de
terça-feira, dia 2, com um tiro na cabeça. O crime aconteceu por volta
de 23h30. A motivação do crime, segundo os autores revelaram à polícia, é
o fato de a vítima pertencer a uma facção rival.
'Cabocla Nete', como era conhecida a
vítima, estava sozinha em sua residência que fica na sede de Alto Alegre
quando os quatro elementos conseguiram arrombar a porta e desferiram o
tiro em sua cabeça. Na hora do crime, a mulher vestia pijama.
A Polícia Civil partiu em busca dos
criminosos, conseguindo prender um deles nas primeiras horas da manhã.
Os outros três que teriam participado do crime foram presos por volta
das 10h. A investigação policial gira em torno da guerra imposta pelas
organizações criminosas que atuam dentro e fora dos presídios de
Roraima. “O bando prestou depoimento e o flagrante vai ser lavrado.
Todos eles serão encaminhados para Boa Vista para que sejam ouvidos pelo
juiz na audiência de custódia”, informou um dos policiais que
participou da ação que resultou nas prisões dos suspeitos.
A VÍTIMA - Após o corpo ter sido
encontrado dentro da residência, a Polícia Militar foi acionada. A
Polícia Civil também compareceu ao local enquanto aguardava a chegada de
uma equipe do Instituto de Medicina Legal (IML) que fez a remoção do
cadáver até a sede, em Boa Vista.
Familiares contaram que “Nete”
retornaria ao garimpo nessa quarta-feira, dia 3, mas foi morta antes de
conseguir embarcar para a Venezuela. O familiar disse ainda que, a
mulher estaria envolvida com coisa “errada”, mas não quis especificar do
que se tratava.
A vítima tinha três filhos e estava na
casa de um deles quando foi morta, no entanto, estava sozinha na hora do
ataque criminoso. Os filhos, ainda segundo os policiais, também teriam
passagem pela polícia.
Na manhã de ontem a família fez a
liberação do corpo para funeral e sepultamento. O caso está sendo
investigado pela Polícia Civil, a fim de provar que os quatro presos
foram, de fato, autores do crime. (J.B)
Por João Barros





