O ministro dos Esportes e das Pessoas com Deficiências do Canadá, Kent
Hehr, renunciou nesta quinta-feira (25) após ser acusado de assédio
sexual por uma mulher em uma série de mensagens no Twitter.
Os tuítes que provocaram a renúncia de Hehr acusam o agora ex-ministro
de fazer comentários sexuais a uma mulher e diz que outras temiam
encontrar com ele em elevadores porque se sentiriam inseguras.
O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse em comunicado ter
aceitado a renúncia de Hehr. "O assédio de qualquer tipo é inaceitável, e
os canadenses têm o direito a viver e trabalhar em ambientes onde não
ocorre assédio".
Trudeau também afirmou que, "como governo, levamos a sério as acusações
de má conduta e acreditamos ser importante apoiar as mulheres que fazem
as acusações - e é exatamente isso que fará o nosso governo".
Não foi a primeira vez que Hehr foi acusado de ações inadequadas. No
ano passado, o cadeirante foi denunciado por um grupo de pessoas com
deficiência de realizar comentários ofensivos.
Hehr manterá seu cargo de deputado do Partido Liberal, mas suas funções
ministeriais serão assumidas pela ministra de Ciências, Kirsty Duncan.
Outra renúncia
A saída de Kent Hehr ocorre horas depois que outro importante político
canadense, o líder do Partido Conservador da província de Ontário,
Patrick Brown, renunciou após ser acusado por duas mulheres de assédio
sexual.
As acusações tinham sido feitas em um programa de televisão na noite
anterior. Quinze minutos antes da transmissão do programa, Brown
convocou uma entrevista coletiva, negou as acusações e disse que se
defenderia.
A renúncia do político acontece poucos meses antes das eleições em
Ontário. As pesquisas apontavam que ele venceria com facilidade a
disputa local, encerrando os 14 anos ininterruptos de governos liberais.
Por Agencia EFE





