Situação ocorre pouco mais de três meses após aposentada perder transplante por falta se medicamento para conservar órgão. Previsão é de que medicamento chegue em 15 dias ao estado.
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| Hospital das Clínicas enfrenta segunda falta de medicamente para transplante em menos de quatro meses (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre ) |
Pouco mais de três meses após a aposentada Francisca Jansen perder um transplante de rim pela falta de custodiol no Hospital das Clínicas (HC), em Rio Branco, a situação volta a se repetir.
Segundo a Associação dos Pacientes Renais Crônicos e Transplantados
Renais do Acre (Apartac), mais rins deixaram de ser transplantados por
falta do medicamento que o paciente deve tomar antes da cirurgia.
“Pegaram esses órgãos e mandaram para nacional [fora do estado] porque
simplesmente não tinha essa medicação para fazer o procedimento
cirúrgico. Ou seja, dois acreanos que sofrem fazendo o tratamento de
hemodiálise há muitos anos não tiveram essa chance de sair do tratamento
de hemodiálise, que é muito difícil”, reclama Vanderli Ferreira,
presidente da Apartac.
Diretora do HC, Juliana Quintera explicou que são necessárias 20
unidades da medicação para o pré e pós operatório em cada transplante de
rim.
De acordo com ela, o Estado tinha o medicamento disponível, mas foram
feitos sete transplantes em 2017 e os remédios que sobraram venceram.
Com isso, segundo ela, foi necessária uma nova abertura de licitação
para renovar o estoque.
“Com a abertura do financeiro, a gente está emitindo as ordens de
entrega e o empenho para que essa medicação venha de fora. É uma empresa
de fora do estado que manda essa medicação. A previsão é de que daqui
15 dias essa medicação esteja em nossas mãos. Tentamos [fazer os
transplantes] em outras unidades, mas o lote delas também tava vencido”,
se explicou Juliana.
Apesar da promessa, Ferreira cobra uma solução do problema. “Causa
revolta esse problema, ele já é antigo. A gente luta diariamente,
pedindo ajuda dos políticos, mas ninguém olha para a situação. Já
tivemos reuniões com o pessoal do governo e já fomos no Ministério
Público com uma ação civil. A gente só pede a Deus pra tentar resolver
essa situação”, finaliza o presidente da Apartac.
Por Aline Vieira, Jornal do Acre 2ª edição, Rio Branco





