Vítima estava com os braços e pernas amarrados, o que indica tortura antes da morte
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| Apesar de o IML ainda não ter concluído a identificação, família garante que o corpo é de Cleyton da Silva Oliveira (Foto: Divulgação/NIPD) |
Um corpo foi
encontrado no começo da noite da segunda-feira, dia 5, pela Polícia
Militar após denúncia anônima. O cadáver estava em avançado estado de
decomposição, com sinais de tortura, numa área que fica no leito do Rio
Branco, no bairro Governador Aquilino Mota, Distrito Industrial de Boa
Vista.
A guarnição informou que foi acionada
via Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) para averiguar a
procedência da denúncia de que o corpo teria sido encontrado dentro da
mata. O comunicante disse que, devido ao estado de putrefação, não foi
possível fazer o reconhecimento.
A equipe policial destacou que seguiu na
viatura até o fim da estrada, após o Jardim das Copaíbas e, em seguida,
continuou seguindo por uma trilha, na beira do rio, a fim de encontrar
qualquer vestígio. Na caminhada, os policiais informaram que sentiram um
odor muito forte, característico de carne podre e depois de delimitar
um perímetro para varredura encontraram o corpo, de estatura mediana, do
gênero masculino, com mãos amarradas e sem cabeça.
O local do possível crime foi isolado e
peritos do Instituto de Criminalística foram acionados para realizar os
procedimentos técnicos, enquanto equipes da Delegacia-Geral de
Homicídios (DGH) e do Instituto de Medicina Legal (IML) foram acionadas.
Ao fim do trabalho pericial, o rabecão fez a remoção do corpo até a
sede o IML.
IDENTIFICAÇÃO – Na
manhã de ontem, dia 6, a família de Cleyton da Silva Oliveira, de 19
anos, procurou o Instituto por desconfiar que o corpo fosse dele,
inclusive informou que o rapaz desapareceu no dia 31 de dezembro do ano
passado. A última vez que ele foi visto foi na Igreja Batista Renovação
Espiritual, no Conjunto Pérola, bairro Airton Rocha, zona Oeste de Boa
Vista, por volta das 9h15 daquele dia. O Núcleo de Investigação de
Pessoas Desaparecidas (NIPD) já estava investigando o caso.
O médico do IML, que fez o exame no
corpo, destacou que, por causa das cordas nos braços e pernas, e da
decapitação, há indícios de que a vítima foi torturada antes de morrer. O
cadáver foi reconhecido pela família a partir de uma tatuagem no
antebraço direito, cuja inscrição é o nome da mãe “Arlene”.
O perito papiloscopista não conseguiu
coletar as impressões digitais devido à condição do corpo e por isso não
pôde confirmar a identidade da vítima, apesar da indicação de todas as
provas apresentadas pela família. O IML informou que vai aguardar
documentação, como exames de raio-x da arcada dentária, para comparar
com a dentição da cabeça encontrada ao lado do cadáver. O caso está sob
investigação. Até o fim da tarde de ontem, nenhum suspeito foi preso.
(J.B)
Por João Barros





