O atirador que invadiu uma escola em Parkland, na Flórida, deixando 17 mortos,
era um ex-aluno que foi expulso por motivos disciplinares. Nikolas
Cruz, de 19 anos, invadiu a Stoneman Douglas High School na tarde de
quarta-feira (14) com um rifle AR-15. Ele agiu sozinho e acabou sendo
preso logo após a ação.
A imprensa americana encontrou em sua conta no Instagram, que foi
bloqueada após o tiroteio, uma série de fotos em que Nikolas Cruz
aparece com facas e arma de fogo. Amigos e ex-colegas de classe
confirmaram que a conta pertencia a ele.
Alleged Florida shooter appeared to flaunt weapons on Instagram https://t.co/IrVwsGgBRU pic.twitter.com/PKrArFFgpt— February 15, 2018
O jornal “The York Post” afirma que ele afirmava que tiroteio era uma
espécie de “terapia grupal” e aparentava zombar de muçulmanos na legenda
de pelo menos uma das fotos. Em quase todas elas, ele usava camiseta
preta ou um lenço para cobrir o rosto.
Os motivos que levaram a sua expulsão do colégio não foram divulgados
oficialmente. De acordo com o jornal “Miami Herald”, um colega relatou
que ele teria levado para a escola munição na mochila.
Massacre deixa 17 mortos em escola da Flórida
O “Miami Herald” conversou com professores e alunos que conhecem Cruz e
dizem que ele era considerado uma pessoa problemática, que ameaçava
colegas e não tinha autorização para entrar no prédio portando mochilas –
decisão que teria sido tomada devido ao seu interesse obsessivo por
armas.
"Tudo o que ele falava era sobre armas, facas e caça. Não posso dizer
que fiquei chocado. A partir de experiências passadas, ele parecia ser o
tipo de criança que faria algo assim", disse Joshua Charo, 16,
ex-colega de classe no ensino médio.
Em sua ação na Stoneman Douglas High School, 12 pessoas foram mortas
dentro da escola; duas vítimas morreram fora do prédio; uma morreu em
uma rua próxima e 2 morreram no hospital.
Além deles, hospitais da região receberam mais 14 pacientes. O suspeito
do tiroteio também foi levado ao hospital, sob custódia da polícia.
Brasileiros
Brasileiros que estudam na escola relataram o terror durante o
tiroteio. A estudante Kemily dos Santos Duchini, de 16 anos, estava
dentro de sua sala de aula e conseguiu se comunicar com a mãe durante a ação, de acordo com a BBC.
Já Gustavo Capone havia saído da sua sala calmamente, junto com outros
alunos, porque soou um alarme de incêndio na escola. Mas do lado de fora
do prédio viu policiais armados chegando e escutou um segundo alarme,
que desta vez alertava para um tiroteio. Então correu para a sua casa, que fica a uma quadra do colégio.


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