Dois homens foram encontrados machucados e amarrados em um barraco no
Jardim Queralux, na Zona Leste, suspeitos de envolvimento na morte das
duas meninas encontradas mortas dentro de uma caminhonete.
A polícia esteve no local, após receber uma denúncia. Os homens dizem
que foram torturados por pessoas que achavam que eles teriam participado
da morte das meninas. Um deles, de 37 anos, já cumpriu pena por
estupro.
Os dois disseram para a polícia que foram pegos por homens que estavam
em um carro vermelho, no fim da tarde de domingo (15), e que foram
torturados para confessar que mataram as meninas, mas negaram.
Os homens foram levados para o Instituto Médico Legal, fizeram o exame
de corpo de delito e forneceram amostras de DNA. Para a polícia, não há
evidências que liguem os homens ao assassinato das meninas, de três anos
de idade. Eles foram liberados.
O delegado Eduardo de Camargo Lima afirma que eles foram ouvidos na
condição de vítimas de tortura. “Eles negam [participação na morte das
meninas] e disseram que desconhecem os motivos pelos quais eles foram
apontados como autores.”
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| Beatriz Moreira dos Santos e Adrielly Mel Severo Porto sumiram no dia 24 de setembro (Foto: Reprodução/TV Globo) |
Desaparecidas
A Polícia Civil de São Paulo aguarda o resultado do exame de DNA nos dois corpos encontrados na última quinta-feira (12) dentro de uma pick-up em uma comunidade na Zona Leste
para saber se eles são mesmo das meninas de 3 anos desaparecidas no mês
passado. Beatriz Moreira dos Santos e Adrielly Mel Severo Porto sumiram
no dia 24 de setembro.
“Estamos dependendo do laudo do IML [Instituto Médico Legal], mas a
probabilidade é grande de serem as crianças”, disse nesta segunda-feira
(16) ao G1 a delegada Ana Lucia Lopes Miranda, da Delegacia de Pessoas
Desaparecidas. “Não há previsão de quando ele ficará pronto, mas a
expectativa é a de que seja nesta semana”.
A polícia suspeita que asfixia foi a causa da morte das duas meninas.
Por causa do estado dos corpos, os legistas ainda não conseguiram
concluir se houve abuso sexual. A polícia também não descarta a hipótese
de que as meninas tenham morrido por acidente.
O pai de Mel fez nesta segunda o exame de DNA no Instituto Médico-Legal (IML). Na semana passada, foi a mãe da menina que realizou o mesmo exame. “Estamos dependendo do laudo do IML [Instituto Médico Legal], mas a probabilidade é grande de serem as crianças”, disse nesta segunda-feira (16) ao G1 a delegada Ana Lucia Lopes Miranda, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas. “Não há previsão de quando ele ficará pronto, mas a expectativa é a de que seja nesta semana”.
Por Bom Dia SP, São Paulo






