Chamado da reserva para atuar em Batalhão de Choque da PM, tenente-coronel respondia por mortes e maus-tratos de presos
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| Tenente-coronel Sydney Silva dos Santos, o “Sidão”, foi inocentado por unanimidade (Foto: Divulgação) |
Na manhã desta
terça-feira, 31, o tenente-coronel da Polícia Militar Sydney Silva dos
Santos, o “Sidão”, foi inocentado, por unanimidade, no Tribunal do Júri,
dentro de mais um dos processos da Operação Bastilha, deflagrada em
2008 pela Polícia Federal e Ministério Público do Estado de Roraima
(MPRR).
Sidão foi preso à época quando era
diretor do sistema prisional, acusado pelo Ministério Público de
acobertar maus-tratos e assassinatos ocorridos na Penitenciária Agrícola
de Monte Cristo (Pamc), zona rural de Boa Vista, supostamente cometidos
por outros presos.
Os advogados de defesa do
tenente-coronel, Mauro Castro e Igor Lyniker, convenceram os jurados de
que a morte de Mário Gomes Feitosa, vulgo "Velhinho", assassinado por
enforcamento dentro do presídio não ocorreu a mando do coronel, assim
como também nos casos dos presos Vander Medeiros dos Santos e Josenat
Souza dos Prazeres, dos quais o coronel foi inocentado em julgamentos
anteriores.
A defesa também contestou a denúncia do
Ministério Público que imputava a culpa das mortes ao policial quando,
na verdade, quem deveria realmente ser responsabilizado era o poder
público como um todo. O tenente-coronel foi chamado da reserva
remunerada para atuar no comando do Batalhão de Choque da PM, uma tropa
especializada que atua nos presídios e policiamento de rua. (J.B)
Por João Barros





