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| Traficante e três elementos negociavam os produtos furtados numa espécie de “bazar do crime” (Foto: Divulgação/Polícia Civil) |
Na madrugada desta
terça-feira, 31, agentes do Setor de Investigação do 4º Distrito
Policial conseguiram prender quatro indivíduos pela prática de formação
de quadrilha, furto, receptação e tráfico de drogas. A abordagem
aconteceu na Rua Dr. Luiz Brito, no bairro Equatorial, zona Oeste de Boa
Vista. Os elementos foram surpreendidos e não tiveram tempo para
reagir.
De acordo com o delegado Fernando
Olegário, que lavrou o flagrante contra o bando, eles são conhecidos
pelas ações criminosas, inclusive um deles foi flagranteado na semana
passada, usou o nome do irmão no procedimento policial e, depois da
audiência de custódia, foi liberado sob pagamento de fiança.
"Eu já tinha lavrado o flagrante de um
deles na semana passada, quando ele tinha furtado duas vezes a mesma
pessoa. Já é conhecido no bairro Equatorial. Ele furtou uma pessoa que
mora na vizinhança, mas a vítima descobriu onde fica a casa da mãe dele,
foi até lá e, quando a mãe dele chegou, devolveu a televisão e outros
pertences furtados. Dias depois, ele voltou à casa da vítima e furtou o
restante das coisas”, detalhou a autoridade policial.
No endereço onde os bandidos estavam os
policiais descobriram que servia como um ponto de negociação dos
produtos furtados. Parte da arrecadação com as vendas do material era
revestida na compra e uso coletivo de drogas. O mesmo elemento que foi
preso na semana passada estava no imóvel.
"Agora ele foi preso de novo pela equipe
do 4º DP por outro furto, só que dessa vez ele levou geladeira, arma de
ar-comprimido, botija de gás, ferramentas para construção. Fez um
‘limpa’ na residência. Os investigadores já sabiam que ele tinha esse
costume e lá conseguiram êxito em encontrar o local que servia como uma
espécie de ‘bazar da criminalidade’. Todos os usuários de drogas que
furtavam na região levavam os materiais para essa casa, onde faziam uso
de entorpecentes. E quem não estava praticando crime ficava nessa casa
esperando alguém chegar. Quando os produtos de furto chegavam, os que
cuidavam da casa saíam para oferecer a venda para os conhecidos",
explicou o delegado.
Um dos presos era o traficante que
trocava os produtos furtados pelos entorpecentes. Os investigadores
afirmaram que ele é membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e
recebia ordens de um detento, o qual a Polícia Civil já tem o nome, para
praticar os delitos pela Capital.
"Com o dinheiro do material furtado eles
compravam drogas, inclusive nessa mesma ação nós conseguimos prender um
traficante. No momento da abordagem ele estava recebendo ligação de
dentro do sistema prisional. Tudo indica que o preso dava ordens e
conseguia a droga para esse indivíduo vender aqui fora. O traficante
comprou a geladeira e a arma de ar-comprimido. Ele não tinha o valor
cobrado, mas deu R$ 100,00 e uma pedra de crack, que também custava R$
100,00 para ser dividida entre os indivíduos que ficam no ‘bazar da
criminalidade’. Os R$ 100 eram para quem praticou o furto e a pedra de
crack era coletiva", ressaltou o delegado.
Dos quatro presos, dois foram
flagranteados pelos crimes de formação de quadrilha, receptação e furto;
um está sendo flagranteado por tráfico de drogas e receptação; e o
quarto criminoso foi preso por formação de quadrilha e furto. Do bando,
dois são irmãos, responsáveis pelas vendas e pelo local de uso coletivo.
A Polícia Civil revelou que todos os
suspeitos são velhos conhecidos da vizinhança por serem os ladrões do
bairro. Depois de autuados em flagrantes, eles foram encaminhados para
audiência de custódia. O delegado disse que cada indivíduo teve a
conduta individualizada para que o juiz analise cada um separadamente.
"Não enquadramos todos no mesmo crime. Estamos individualizando a
conduta ao máximo porque queremos que eles fiquem presos, uma vez que
são de alta periculosidade", frisou Olegário. (J.B)
Por João Barros





