Em vídeo publicado nas redes sociais, ator afirmou que juiz é 'ativista e integrante do movimento gay' e que o magistrado 'julgou com a bunda' ao absolver a ex-ministra Eleonora Menicucci.
![]() |
| Alexandre Frota postou um vídeo nas redes sociais criticando julgamento que absolveu a ex-ministra Eleonora Menicucci (Foto: Reprodução/Facebook) |
O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta terça-feira (19)
que o ator Alexandre Frota retire do ar posts nas redes sociais em que
ele faz ofensas ao juiz Luís Eduardo Scarabelli. A decisão foi proferida
em caráter liminar (provisório), e cabe recurso.
Em outubro deste ano, Frota afirmou em vídeo publicado nas redes sociais
que o juiz é “ativista e integrante do movimento gay” e que o
magistrado “não julgou com a cabeça, julgou com a bunda” ao absolver a
ex-ministra Eleonora Menicucci em ação por danos morais ajuizada pelo
próprio Frota.
Na decisão desta terça-feira, a juíza Tonia Yuka Kôroku acatou o pedido
do juiz Scarabelli para que fique proibida a veiculação dos links e
vídeos com as publicações feitas por Frota ou qualquer outro que
contenha as ofensas dirigidas ao juiz. A decisão também determina que
Frota esclareça aos usuários da internet e seus seguidores nas redes
sociais que a retirada do material ocorreu por determinação judicial.
O G1
não conseguiu entrar em contato com Frota. Pela decisão, ele poderá ser
multado em R$ 1 mil por dia até o limite de R$ 200 mil caso descumpra a
decisão.
“As manifestações de ódio, preconceituosas e discriminatórias
veiculadas pelo Sr. Alexandre Frota contra minha pessoa são utilizadas
de modo a desvirtuar e desqualificar a decisão proferida em conjunto com
outras duas Juízas de Direito”, diz o juiz no pedido em que faz para
que as ofensas contra ele sejam retiradas do ar.
Ministra absolvida
As ofensas foram feitas contra o juiz após a ex-ministra Eleonora
Menicucci, que chefiou a Secretaria de Política para as Mulheres no
governo Dilma, ser absolvida da condenação de pagar R$ 10 mil de
indenização por danos morais a Frota. O ator abriu o processo após
críticas de Eleonora, em maio de 2016, à visita de Frota ao ministro da
Educação, Mendonça Filho.
Na época, a ex-ministra criticou a visita afirmando que Frota “não só
assume ter estuprado, mas faz apologia ao estupro”. Em um programa da TV
aberta, o ator relata o estupro a uma mãe de santo. Aos risos, ele
contou ao apresentador Rafinha Bastos que ela “apagou” com a força que
ele segurou a nuca dela.
Por G1 SP





