Homem de 49 anos saiu do interior de Mato Grosso para trabalhar com castanha, mas teve um surto de esquizofrenia e foi demitido. Ele e a esposa dormem há três dias na rodoviária de Rio Branco.
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| Pedro saiu do interior de Mato Grosso para trabalhar, mas teve um surto de esquizofrenia, foi demitido e está dormindo em rodoviária do AC (Foto: Iryá Rodrigues/G1) |
Uma oportunidade de emprego fez com que o mato-grossense Pedro Vieira
da Silva, de 49 anos, saísse de sua cidade natal, no município de
Poconé, interior do Mato Grosso, e fosse para a cidade de Boca do Acre,
no Amazonas.
Ele, que tem diagnóstico de esquizofrenia, acabou tendo um surto
durante o serviço, foi demitido e foi para Rio Branco para tentar
retornar para casa.
Sem dinheiro para pagar a passagem dele e da esposa, o homem conta que
está dormindo há três dias na rodoviária da capital acreana. Ele pede
ajuda para conseguir pagar as passagens que custam em média R$ 340 cada.
“Uns amigos meus me iludiram, me trouxeram com minha esposa para Boca
do Acre para trabalhar tirando castanha, mas adoeci, tive uma crise
forte e perdi o emprego. Trabalhei só 15 dias e recebi R$ 220, mas só
deu para pagar nossa vinda para Rio Branco e comida. Vim para a
rodoviária e estou passando extrema dificuldade, passando fome com minha
esposa que também é doente”, conta Silva.
O mato-grossense afirma que entrou em contato com a família, que vive
no interior de Mato Grosso, mas ninguém tem condições de pagar as
passagens do casal de volta para casa. Segundo ele, estão passando os
dias com ajuda de doações.
Na cidade onde morava, ele trabalhava como autônomo e vendia verdura,
queijo e rapadura na feira, além de outros objetos. A oportunidade de
trabalho que recebeu seria muito boa, segundo ele, tanto a mulher como
ele iriam receber um salário mínimo e mais R$ 200 de
auxílio-alimentação.
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| Desesperado, Silva diz que precisa de ajuda para comprar passagens para voltar para casa (Foto: Iryá Rodrigues/G1) |
“Eu mesmo comprei nossas passagens, confiei nas pessoas no intuito de
ganhar um pouco melhor. Falaram que seria por três meses, mas fiquei
doente e largaram de mim. Estou desesperado, angustiado e deprimido,
quase cometendo uma loucura, porque tomo remédio forte e está quase
acabando. Precisamos de ajuda”, diz o mato-grossense.
A irmã de Silva, Maria das Dores, de 40 anos, afirma que a família tem
informação de que ele viajou para trabalhar com a esposa e que está
passando dificuldades. Ela conta que eles chegaram a mandar um pouco de
dinheiro para ajudar, mas foi suficiente apenas para pagar comida e
dormida por poucos dias.
“A gente mandou um dinheiro para eles pagarem um lugar para dormir e
comer, porque a passagem de Rio Branco para cá é muito cara. Ainda mais
que pegou a gente no começo de mês, todo mundo apertado e não tem como.
Ele sofre esquizofrenia e foi para trabalhar”, conta a irmã.


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