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Engenheiro que projetou viaduto tombado em Brasília é convocado e dá diagnóstico: '50 anos sem proteger cabos, não dá'

Bruno Contarini, de 84 anos, avalia que faltou manutenção na estrutura. Ele foi chamado para fazer parte de comissão que vai definir tipo de obra a ser feita no Eixão.

O engenheiro calculista que projetou o viaduto que desabou na terça-feira (7) na área central de Brasília foi chamado para integrar uma comissão que vai avaliar o que sobrou da estrutura. Em entrevista ao G1 nesta quarta, Bruno Contarini, de 84 anos, deu o diagnóstico: faltou manutenção.
“Ainda não sei se é necessário demolir tudo, eu ainda preciso avaliar, mas o que posso dizer é que, sim, faltou manutenção, e 50 anos sem proteger os cabos, não dá.”
Ele foi convidado para avaliar pessoalmente os escombros pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) ainda na noite de terça. Segundo o diretor-geral do DER, Henrique Luduvice, disse que ele vai ajudar a orientar os próximos passos para recuperar a área.
Viaduto no Eixão no centro de Brasília desaba sobre carros estacionados próximo à Galeria dos Estados (Foto: Arquivo pessoal)

“Eu estou indo para Brasília a convite do DER porque eu que fiz os cálculos. Eu acabei de fazer a recuperação da linha amarela do Rio de Janeiro, e estou indo para avaliar o que pode ser feito em Brasília”, declarou Bruno Contarini.
O engenheiro Bruno Contarini (Foto: Academia Nacional de Engenharia/Reprodução)
O engenheiro, que vive no Rio, chega por volta das 11h desta quarta. Ele foi um dos responsáveis por colocar de pé projetos como o Instituto Central de Ciências (ICC) – um dos mais importantes prédios da Universidade de Brasília (UnB) – e o Teatro Nacional.
“Ele vai demonstrar tudo aquilo que ele conhece do projeto para poder nos orientar e para que verifiquemos qual a melhor forma de intervenção nesse viaduto”, disse o diretor-geral do DER. O engenheiro não deve ser responsabilizado pelo desabamento, por não ter relação com a falta de manutenção e infiltrações, apontadas como principais causas do problema.
Viaduto desaba no Eixão Sul
Viaduto desaba no Eixão Sul
Como a capital federal é tombada, o que for feito no local tem de ser “nos mesmos moldes” do projeto original. Por isso, o DER disse acreditar que a vinda de Bruno Contarini vai ajudar no processo de reconstrução do viaduto dentro dos padrões “impostos” por Lucio Costa, urbanista criador de Brasília.
Local onde há bloqueio após desabamento de viaduto (Foto: TV Globo/Reprodução)

Comissão

A área onde ocorreu o desabamento no Eixão Sul vai ficar interditada, pelo menos, até o próximo dia 19. Este é o prazo para um grupo – coordenado pelo governo e integrando o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e especialistas da Universidade de Brasília (UnB) – determinar que tipos de obras precisam ser feitas no local.
Com base neste relatório, o governo vai contratar uma empresa para tocar a obra. Será uma intervenção emergencial, ou seja, sem licitação. De acordo com o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, o governo vai aplicar “todos os recursos necessários” para resolver a situação no Eixão Sul e reformar pontes e viadutos que precisem disso com urgência.
Veja como acontece desvios de trânsito por causa do desabamento (Foto: Agência Brasília/Reprodução)

Para onde ir?

Durante o terça, o Detran chegou a anunciar que toda a extensão do Eixão Sul seria interditada, nos próximos dias, para evitar complicações no trânsito. No fim da noite, o órgão esclareceu que, na verdade, apenas a região próxima ao Setor de Autarquias será afetada.
Com isso, o motorista que segue da Asa Sul para a Asa Norte pode usar o Eixão até a altura da 102/202 Sul. Daí, será preciso pegar uma tesourinha, usar o eixinho e retornar ao Eixão só para pegar o Buraco do Tatu – que estará liberado no sentido Sul-Norte.
Para quem vem no sentido contrário, da Asa Norte para a Asa Sul, o Buraco do Tatu estará inacessível. O motorista pode pegar a alça que passa ao lado do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para seguir pela W3 Norte. Se preferir, pode seguir reto, virar à direita no Eixo Monumental e contornar pela rodoviária do Plano Piloto.
Apesar dessas possibilidades, a orientação do Detran é para que os motoristas usem rotas alternativas – L2 Sul, L4 Sul e W3 Sul, por exemplo. Mesmo com os eixinhos liberados, a área central deve sofrer com engarrafamento constante até que o viaduto seja recuperado. 




Por Gabriel Luiz, Michele Mendes e Kenzô Machida, G1 DF e TV Globo 
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