Um dos principais atrativos turísticos de Santa Catarina virou um risco
para 3 mil motoristas que passam pela Serra do Rio do Rastro, principal
ligação entre o Sul do estado e o Oeste catarinense, todos os dias.
Apesar das mais de 280 curvas, o maior perigo é uma rocha deslizar na
pista a qualquer momento, o que já ocorreu várias vezes.
A Coordenadoria Regional da Defesa Civil de Criciúma, no Sul do estado,
diz que está preocupada e enfatizou a necessidade de obras no local,
como mostrou o NSC Notícias desta quarta-feira (10).
Na terça (9), a Serra do Rio do Rastro registrou mais um deslizamento em Lauro Müller,
no Sul do estado. A SC-390 precisou ficar interditada por seis horas.
Ninguém ficou ferido. A Secretaria de Estado de Infraestrutura afirmou
que obras para tentar conter os deslizamentos devem começar no final de
março.
Perigo
Os dias com chuva e neblina pioram a visibilidade e deixam a pista
escorregadia nos sete quilômetros cheios de curvas. Faz dois anos que os
paredões de pedra, sem qualquer proteção, estão caindo sobre a pista.
No ano passado, foram registrados pelo menos quatro deslizamentos. A
preocupação é que não é só em dias de muita chuva que isso tem ocorrido.
No caso de terça, por exemplo, foram registrados entre 3 e 7
milímetros.
"Sempre, a qualquer chuva, há uma situação de alto risco para acontecer
esses deslizamentos e ferir até mesmo algumas pessoas. Até o presente
momento, estamos com a sorte que ainda não feriu, não vitimou com óbito
algumas pessoas", afirmou o coordenador regional da Defesa Civil de
Criciúma, Rosinei da Silveira.
Alerta
Há um ano, a Defesa Civil apresentou um relatório com pelo menos nove
pontos de risco e sugestões para evitar novos deslizamentos. Nesta
quarta, o órgão voltou a alertar para a necessidade urgente de obras.
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| Em 2016, carro foi atingido por deslizamento de rochas na Serra do Rio do Rastro e motorista ficou ferido (Foto: PMRv/Divulgação) |
"O terreno é instável. O relevo ajuda a fazer esses deslizamentos. O
tráfego de caminhões é intenso, aumentam as trepidações, as rachaduras
estão lá expostas para qualquer um que quiser ver", disse o coordenador
regional.
O secretário de Estado da Infraestrutura, Luiz Fernando Cardoso, disse
que o projeto executivo foi feito em 2017, sendo finalizado no dia 19 de
dezembro, e que o processo licitatório deve ser feito ainda neste ano.
"A partir de fevereiro de 2018, quando se inicia o exercício
orçamentário, nós teremos a condição de fazer um empenhamento desses
valores e lançar a licitação. Na modalidade emergencial, em virtude de
que nós temos a justificativa técnica dos desmoronamentos e também do
risco de um novo colapso nesse sentido. O objetivo é que a gente consiga
no primeiro trimestre, no final do primeiro trimestre nós termos aí a
definição da empresa que vai fazer as obras e o início efetivo das
obras".
Por NSC TV






